ENCONTRASTE O AMOR
Mercedes Pordeus
Muitos dias te restam e muitas fases de anos
Cessou teu pranto, pois encontraste o amor
Sonhos realizados, tristezas desfeitas
Ainda que feitas depois do pranto chorado.
Teu rosto, enxutas tem as lágrimas
Risos agora são teus, alegria nele resplandece
Tristeza? Ficou para trás, esquece.
Encontraste o amor.
Sim, outra vida começas agora
Com suave alegria chegam as mudanças.
Temer mudanças? Para quê?
Com elas começam o amadurecer
Depois de tantas procuras entregar-se
é preciso, sim é preciso
de corpo e alma ao teu tão esperado
agora encontrado teu grande amor.
21-01-2004
VIVE MANUEL BANDEIRA
Mercêdes Pordeus
Recife/Brasil
Nasceu um menino na antiga Rua da Ventura
Hoje Joaquim Nabuco, da cidade hospitaleira
Recife, foi berço que embalou Manuel Bandeira
Rua da Aurora e Rua da União,cidade lampeira
Por ali, menino passeou, e fez suas brincadeiras.
Crescia o menino em Petrópolis, Rio de Janeiro
Mas não resiste e volta para seu Pernambuco
Manuel Bandeira estuda na Rua da Soledade
No então, Colégio das Irmãs Barros Barreto
E como semi interno, noutro na Rua da Matriz.
Bandeira com a família vai para São Paulo
Estuda, agora na Escola Politécnica, de dia
E á noite o poeta estuda no Liceu de Artes
Desenho e pintura, mas começa a trabalhar
Funcionário da Estrada de Ferro de Sorocaba.
Está tuberculoso, volta nosso poeta para o Rio
Depois para a Europa, para fazer o tratamento
Retonou ao Rio, já iniciava a primeira guerra
Em seguida, publicou Bandeira o primeiro livro
Pelo mesmo custeado : A CINZA DAS HORAS.
E,no ano de mil novecentos e sessenta e oito
Aos treze de outubro, vai embora prá Pasárgada
Onde será amigo do rei, terá a mulher que quer
E a cama que escolherá, nosso poeta será feliz.
Grande Manuel Bandeira, lutou contra a doença.
E com ela, ele escreveu...escreveu...escreveu!
Enalteceu sua cidade natal, a Veneza Brasileira
Evocou o Recife, assim como ele era... o Recife!
Como era antigamente, toda a criança a brincar
Porém, na sua querida cidade, viu seu avô morrer.
Recife, que preserva a memória de Bandeira
No Espaço Pasárgada, na sua Rua da Aurora.
Bandeira,que lá está e estará sempre presente
Mesmo aos cento e vinte anos depois, está lá
O Poeta não morreu...nessa data ele nasceu.
19.04.2006
120 anos do nascimento do poeta
TRISTEZA
Mercêdes Pordeus
Tristeza, por que insites com tanta firmeza,
Cantarolando, zombando assim da fraqueza.
Dos que distante sofrem a dor da saudade
Dos que só partem porque têm necessidade.
De perto dos entes queridos e suas cidades.
Tristeza sabe és uma faca de dois gumes.
Que com o sofrimento ensina-nos a crescer
E é dessa forma que nos fazes reconhecer
Impele-nos então a uma mudança interior
Fornecendo um aprendizado de grande valor.
Quando a tristeza dá lugar à uma alegria
Quando dela reconhecemos o aprendizado
Aí ela deixa de ser simplesmente um fardo
A tristeza ensina-nos a valorizar o que temos
E também aquilo, que infelizmente perdemos.
Tristeza, pressão, depressão no mundo sofremos.
Ensina sempre a amarmos com nosso sofrimento
A ti, Senhor, protegei-os esta é minha súplica!
Ensina-me nas circunstâncias a te agradecer
Não deixeis Pai, nunca de nelas nos proteger.
Santa Elena de Uairén / Venezuela
Em 19.02.2007
| | |
Todos os direitos
reservados Sala de
Poetas
AVSPE
Copyright © By Efigênia
Coutinho 2006
Esta página, composta por
texto e arte gráfica, é protegida pela Lei
de Direito Autorais - LEI Nº 9.610, DE 19 DE
FEVEREIRO DE 1998, e pelos tratados e
convenções internacionais. Respeite os
direitos da autor, para que seus direitos
também sejam respeitados, sempre.

CrysGráficos&Design
| | | | |
|