Adeus a meu pai, sem adeus
Clevane Pessoa de Araújo Lopes


De meu pai ,
que neste mês se vai
de encontro à amada esposa,
herdei muitas coisas.
No atavismo ,cacos verdes de jade
sempre e mais que o possível.
O senso de honestidade plena.
A não mentira.A música que assobiava baixinho.
A criatividade-minha casinha de bonecas
feita por ele, era um rádio oculto.
A capacidade de perdoar, apesar de tudo,
pois o amor incondicional
é o caminho para a PAZ.
Graças a ele, não temi o mundo masculino,
primeiro namorado da menininha ,
modelo para a mulher em formação,
espelho para a maturidade perene.
Do curioso viajor, o interesse pelas viagens,
do estudante eterno,
a curiosidade pelas estrelas, as regras de Português,
a História e a Geografia, a Aritmética, tudo
atividade lúdica e saborosa.
Penso que ele partiu mais novo que eu.
O registro de perda é forte demais, o luto
em manto-estrelário, pesa-me nos ombros.
mas as doces lembranças, o agradecimento eterno,
tornam mais leves minhas asas nesse adeus
-e ainda o acompanho na jornada
inesperada.
Morreu sem morrer,
partiu mas fica,
fechou os olhos
mas deixou esses caquinhos verdes nos meus.
Sua ausência é presença,
ainda lhe sinto o cheiro
e o último abraço.
Adeus, meu pai, sem Adeus.


Poema para Malu Mourão

Quando o abrigo, a casa são erguidos,
precisam sustentação.
Plantam,quais árvores no chão, os mourões
que o teto protetor,sustentarão.
Assim essa solidária mulher, Malu Mourão...

Através da palavra, das atitudes,
da divulgação,sustenta a AVSPE e trina com os poetas, Malu Mourão.

Clevane Pessoa,com muitos agradecimentos!
(Patroness)


Aos amigos autores
(Carta à ASVPE, por Clevane Pessoa de Araújo Lopes)

Da inspiração, em corredeira,
Patronos, de Patronato,
dos que defendem idéias,
defensores,protetores,
e das Letras, são retrato,
Poetas, Vates,Trovadores,
cada qual tem sua cadeira
na sala dos escritores...

Quem nasce para escrever,
seja verso ou seja prosa,
de opiniões é formador,
fala com plena beleza
de tudo que pode ver,
fala do cravo e da rosa,
exprime o ódio, canta o amor,
é do o Verbo, semeador...


Combate a guerra e ama a Paz,
tudo traz inspiração,
quem escreve é de uma casta,
que o faz livre pensador
falar de tudo, é capaz
em tudo põe o coração,
só escrevinhar não lhe basta,
é do bem um defensor...

Nessa bela Academia,
os poetas, os escritores,
numa sala virtual,
têm patronos muito amigos
procuram fiar a harmonia,
preservar os seus autores,
propriedade imaterial,
com a unidade dos trigos...

Da farinha ,cada pão,
tem uma forma e sabor,
cada qual tem seu fermento,
que é o estilo peculiar.
E nesse e-book, a intenção,
é apresentar o escritor
através do pensamento
e a todos homenagear.

Sinto-me honrada e agradeço
por estar nesse trigal,
desejar messe bem farta,
a acadêmicos patronos,
à presidente, seu preço
é ser louvada, afinal,
digo à Malu nessa carta,
que assim, "cadeiras "são tronos...

Obrigada:
Clevane
 

 

 


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