Para a Efigénia:

É beleza, carinho e afeição
Um palco de emoções nobres e rectas
A muito bela, nobre e de eleição
Academia Sala de Poetas

Me sinto feliz pela alvorada
deste lar refulgindo poesia
que seja Efigênia muito amada
por encher nossas almas de alegria


Felicidades e Sucesso!
Carmo Vasconcelos (Carminho)


FINALMENTE, AS LÁGRIMAS!
Carmo Vasconcelos


Finalmente, as lágrimas!
Pérolas translúcidas rolaram
para lavar, sacudir, acordar
a mente hipnotizada, a razão turvada,
o raciocício embotado, o coração deslumbrado.
Fustigantes,
invadiram portas e janelas da lógica trancada
para despertarem a clarividência soterrada.
Por entre os dedos alagados,
escorreram afagos desfeitos,
carícias afogadas, gestos d'amor naufragados.
Lágrimas embruxadas, feitas bolas-de-cristal,
trouxeram-me a visão dos meus loucos devaneios.
Impediosas,
feriram-me os olhos com as minhas utópicas fantasias:
Lá estava eu...
Desesperadamente enamorada
querendo tingir de azul os cinzentos inalteráveis
colando asas a um deus que jamais podia voar
soprando vida e cor numa tela predestinadamente indefinida
forçando ao concreto uma pintura abstracta...
Obviamente inútil!
Fechei os olhos para não ver mais!
Mas as lágrimas, embruxadas, bolas-de-cristal
sarcásticas na sua transparência
violaram-me as retinas.
Lá estava eu...
Amante, tango e fado
esperando aquele dia que não aconteceu...
Feliz! Inquieta! Ansiosa!
Desdobrei linhos, fiz a cama, pus a mesa,
acendi velas...
Ensaei rendas e cetins, nua e impura!
Enchi as taças da certeza.
De ingenuidade me embriaguei.
Obviamente cega!
Hoje, as lágrimas...
Finalmente, as lágrimas!

***
Lisboa/Portugal
Maio/08


SONETO AO MEU NAMORADO
Carmo Vasconcelos


Jamais pensei voltar a ser amada
Nem amar eu com tal intensidade
Dum grande amor vivia na saudade
E de tédio minh’alma era assombrada

Chegaste, meu amor, e eu me extasio
Perante o sacro milagre inesperado
Que te trouxe a mim como anjo alado
Calor d’asa que agasalhou meu frio

És terno e gentil, meu bem-amado
Mente sã, coração apaixonado
Poeta altivo que em versos me dás cor

Sem ti... Seria a poeta esmaecida
A mulher de desejo desprovida
Não me deixes, por Deus, sem teu amor!



Lisboa/Portugal
14 /Fevº/2008

ENCONTRO
Carmo Vasconcelos


Tu eras a minha espera
sem o saber, sequer eu…
O momento arquitectado
algures numa outra esfera
o encontro planeado
por sábios Mestres no céu

Tocando minha alma fria
surgiste e deste-me a mão
me adivinhaste perdida…
Alma-gémea em sintonia
amor de uma outra vida
ou anjo aparição?…

Disfarçado de momento
vestiste o meu pensamento
despiste-me o coração…
Intuindo a minha espera
fizeste-te primavera
e floriste este meu chão!
***
Beijos
Carminho

Para a querida Efi, com todo o meu carinho
HOJE
Carmo Vasconcelos

Pra agradecer teus desvelos
hoje eu queria te afagar
e alisando teus cabelos
baixinho te cantaria
uma canção de ninar

Meu piano tangeria
sonata pra te encantar…
Acordes de calmaria
interlúdios de alegria
trazidos do verde mar

Com uma paleta de cores
roubada a mestres pintores
faria um quadro celeste
de paz, amor, doce calma
pra deleitar tua alma...

Sei que será muito pouco
este meu poema rouco
pra tudo o que dás e deste
aos teus amados poetas
fada-real das estetas!


Em 25/05/2005
Lisboa-Portugal

 

 


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