SER POETA
Aluena

Ser Poeta!... 
É ser mais que marinheiro. 
É andar pelo mundo inteiro, 
Céu, terra, além no mar. 

Ser Poeta!... 
Sentir-me chama de Verão. 
E vestir-me de matizes 
Extroverter a emoção. 

Ser Poeta!... 
Criar magia 
Sorrindo pr’além da dor. 
É ser estrela, voar alto, 
Reter um imenso Amor. 
É certeza de infinito 
Recuo libertador. 

É sorver toda a ilusão. 
Contar o que não sabemos 
Mas sentimos e queremos 
Como lendas na paixão. 

Ser Poeta!... 
É ser chama, teu calor. 
Arde, queima de mansinho 
E diz-me devagarinho 
O teu nome meu amor. 

ALUENA 

Reservados Direitos de Autor 
(Portugal, 29/05/2004) 

HISTÓRIA de NATAL
Aluena

Corria o dia cinzento
Num casebre húmido e frio, 
A miséria a tiritar, 
Recém-nascido faminto 
Chorava, sem nada pró aquentar. 

Sem ter afecto ou carinho 
Nem agasalho pró tapar 
Esta criança, sem forças, 
Chorou tanto até parar. 

Sorria a lua ... 
E sob o manto estelar 
Ficou abandonada, 
em caixote de cartão 
com o frio a vergastar, 
no meio da escuridão. 

Vésperas de Natal!... 
Vento frio e temporal, 
Quando alguém ouviu gemer 
naquele instante fatal. 

Na encruzilhada da vida, 
Feróz tormento, 
Amarga condição, 
Eleva-se no momento 
Muito amor, muita emoção 
Nos braços dum coração. 

Tomando a criança ao peito 
Embrulhou-a na ternura 
Envolveu-a em carinho 
Levando-a, doce ventura. 

Noite fria, miriades estelares, 
Milhões de sóis rutilantes 
Constelações e cometas 
Atravessavam o ar. 
Os anjos cantam em côro 
O bébé pôde encontrar 
Um destino bem diferente 
Que só o amor pode dar. 

Resgastes e compaixão, 
Nos concedem Leis Divinas. 
Pra se dar um reencontro 
Parecendo ocasião, 
Benfeitores e mãos amigas 
Conduzem-nos ao perdão.

Nos braços dum coração, 
Nos céus o brilho do amor 
Na noite fria a pairar. 
Esta criança cresceu 
E aprendeu o verbo amar.

NATAL 2005 

MULHER 

Amor, ternura 
Mulher ventura 
Contaminação, 
Fonte de pacificação 

Lutas sem fim 
Noites e dias assim, 
Força, ajuda, amparo 
Em cada nascimento, 
Ela é ressurreição. 

ALUENA 
 

 

 


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