Tela Presente do Artista Plástico Celito Medeiros  - www.celitomedeiros.com.br/

 

 O FADO É DA HUMANIDADE
O seu berço é Lisboa
Zé Albano

Falando em versos à toa
Anima quem por ali passa
Dando o ar da sua graça
O destino tem a sua voz

É assim para todos nós

Dá-lhe a alma em canção
Animada com o coração

Hostilidades de uma vida
Um adeus na despedida
Manifestam-se no canto
Aumenta-lhe o encanto
Nas vielas ou junto ao Tejo
Invoca sempre um desejo
Desviado pela fortuna
Afinado em vida noturna
Da letra e voz de quem canta
Espelha o mundo que encanta


Zé Albano 2011

 

 

 

COIMBRA SEMPRE MENINA
Zé Albano


Sou estudante praxado
Ficando de mente sã
Passei a andar bem trajado
Na academia coimbrã

Como Menano e Luís Góes
Vivo a sua canção nata
Tantas noites como os dois
Entrei numa serenata

Inspirado em Inês
Ou nas águas do Mondego
Para ti cantei tanta vez
Alterando-te o sossego

Coimbra sempre menina
É a musa deste meu fado
Na sua toada divina
O coração fica encantado

Quando chegar a doutor
Vou manter a mesma voz
Cultivando este amor
Que apareceu entre nós





ABRI O LIVRO
Zé Albano


Estou gasto e quase mudo
A isto cheguei, não sei como...
Certamente já não mudo
Com o pouco que tenho não como.

Com aperitivos à farta
Acelera-se o meu desejo,
Barriga que não come, estar farta
A ninguém eu o desejo.

Falam do tempo vivido
Com a idade tudo se forma,
Ora se eu era um rapaz vivido
Como é que eu perdi a forma.

Criado no tempo apertado
Onde havia vontade à larga,
Hoje o que está apertado
Da minha parte já não alarga.

Mas de que vale o meu chorar
Ou a isto eu dar voz,
Por mais que eu veja chorar
A crise chega a todos vós.




AMBIÇÃO QUE ME INVADE
ZÉ ALBANO


Por aqui! Em redor da cidade mais alta
Vivo afrontado sentindo a tua falta
Junto de mim cheiinho de carência
Da tua formosura com excelência...

O teu odor vai-me levando à capital
Para onde corro na forma mais sensual
A prestar-te a mais franca cortesia
Na voz da minha mais sublime poesia.

Venceremos as mais entranhadas barreiras
Rotuladas que são de boas maneiras
Por quem não dá o devido apreço ao amor.

Mas procurando junto de ti o calor
Ambos iremos repartir a felicidade
Dentro da grande ambição que me invade.

Novembro de 2008




SER POETA
Zé Albano


Ser poeta...!
É fazer de um sonho
O mundo mais risonho

Ser poeta...!
É partilhar com alguém
A virtude e o bem

Ser poeta...!
É colher amor
Na seara da dor

Ser poeta...!
É fazer no futuro
O Homem mais puro

Ser poeta...!
É usar a prudência
Contra a indecência

Ser poeta...!
É lutar pelo seu povo
Livrando-o do estorvo


Outubro de 2009

 

Voltar para sua página -clique


Livro de Visitas

 


 

Copyright © 2006,Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores.
Todos os direitos reservados.

Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  30.01.2012