Tela Presente do Artista Plástico Celito Medeiros  - www.celitomedeiros.com.br/

 

 NUNCA TE ESQUEÇAS, MEU FILHO
Renate Emanuele

Meu bebê tão pequenino
Te amparo com meu braço
Te afago com meu carinho
Te enlaço em meu abraço

E cresce por meu cuidado
Não te falta por tua saúde
No colégio não tem faltado
A atenção se torna a miúde

Nesta tua doce adolecência
Tão importante é o agora
E te dedico minha paciência
Deitando todos os males fora

Neste teu longo caminhar
Nesta vida de contrassaltos
Errei muitas vezes de tanto amar
Perdoa teu pai, peço aos prantos

Tornaste um homem tão forte
No teu caminho já assentado
E agora que por fim minha sorte
Sou eu que preciso de teu cuidado




EU QUERIA PODER DIZER
Renate Emanuele


Eu queria tanto poder dizer
Mas é tão pequenino meu ser
Que só ouvidos interiores
Poderão ouvir meus horrores

Mas quando choro silenciosa
Não sou de ninguém preciosa
Por isso meu clamor é ausente
E logo não estarei mais presente

Meu fim ninguém se importaria
Pois a pessoa que mais deveria
Não entende que eu tanto a amo
E à ela que da minha vida reclamo

Das culpas o erro eu não sou
Sou o fruto do amor que doou
Sou pedacinho seu também
Sou seu pequenino neném




ALIANÇA 
Renate Emanuele 

Uma foto na moldura da estante 
Na lareira uma chama acanhada 
Noite fria, linda noite enluarada 
Belo cenário a qualquer amante 


Perfume que envolve o quarto 
É o mesmo perfume do jardim 
No alpendre, debruça o jasmim 
Das lembranças que ainda trato 


Na poesia contemplo meu enfado 
Os versos a companhia para a solidão 
A saudade que agora habita o coração 
Insinua o cansaço no cabelo prateado 


Suave música misturada ao pranto 
Toalha de renda enfeitando a mesa 
Com os óculos, o terço para a reza 
Uma cadeira vazia no outro canto 


A lágrima seca brotada do medo 
Dois travesseiros, uma cabeça 
E para que eu nunca o esqueça 
A aliança junto à minha no dedo 




RODOPIO DO AMOR
Renate Emanuele


Um arranjo de margaridas no aparador
Enfeitava com graça um imenso salão
Belo vestido de rendas, brocado azulão
Na lapela do preto smoking a bela flor

Ao brilho suave das lamparinas multicolores
Sentíamos o bater compassado do coração
Em rodopiando ao som desta doce canção
Provamos intensamente reais esplendores

Perfume, extravagância geravam o torpor
Em meio ao decote, o bailar da leve mão
Buscávamos na sensualidade da ocasião
Nos beijos sentindo do outro todo sabor

Completava a felicidade o nosso amor
Enquanto mentes em copiosa tentação
Bailavam também com grande emoção
Nossos corpos deslizavam sem pudor



ORANDO AO PAI
Renate Emanuele



É nesta oração em que envolvo esta minh'alma
Eu busco uma comunhão contigo meu Pai
Suas palavras são meu sustento, minha calma
Enxugue o pranto que do meu coração sai

O meu endurecido coração que Te busca
Da vergonha de meus pecados que me escondo
Das vaidades em que este meu peito rebusca
Nesta Sua farta santa mesa que Te encontro

Só Teu amor alveja como o branco da neve
Tuas palavras irrompem a paz que um dia tive
Só Teu sangue pode abrigar os meus pecados

És pleno poder e suprema caridade
Só a Ti pertencem todo amor e bondade
Santo És, louvores sejam a Ti ofertados

 

Voltar para sua página -clique


Livro de Visitas

 


 

Copyright © 2006,Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores.
Todos os direitos reservados.

Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  29.01.2012