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Soneto da Madrugada
Priscila de Loureiro Coelho


Hora tardia e o sossego se alvoroça
Tudo em meu lar aos poucos silencia
Restando apenas o som próprio da roça
Que chega brando e minh’alma alicia


Lentamente se aproxima a inspiração
Sussurrando emoções encantadoras
Envolvendo-me nas tramas da ilusão
Ludibriando o guardião das horas

Pela janela o luar marca presença
Atraído pela vibração de paz
Que ensaia o tom de um novo enredo


Desvendando para sempre seu segredo
Explode a aurora, esperança contumaz
E rompe o dia, sem me pedir licença



Temporada da Alegria
Priscila de Loureiro Coelho


Felicidade e alegria se completam
Posto que uma é decorrente da outra
E juntas tecem a mesma malha que aprisiona
O bem estar e a leveza da alma...

Felicidade e alegria se conspiram
Compondo um mistério tentador
Que traz encantamento na carona
Do sentimento que seduz e que acalma

Felicidade e alegria se combinam
Na trama entre o juízo e o humor
Ambos cada vez mais se afinam
Na parceria que consagra o amor



Admiração
Priscila de Loureiro Coelho

Tanto talento...
Fico impressionada
Merecimento!

Olhe que eu tento
E um verso acrescento
Mas não sai nada

Mexo a cachola
Invento até sílaba
É bate-bola

Fico na espera
Cabeça de vento
Só prima_vera!




Companheiro...
Priscila de Loureiro Coelho

Haverei de seguir teu conselho
E nas alturas do vôo, plainar
Enquanto os olhos cerrados
Verão através do espelho
Tudo que se recusam a enxergar
Com receio de ser magoado...

Na imensidão do cosmos
Irei contigo voar
Sobre as terras de nós dois



Transcende
Priscila de Loureiro Coelho

Acata meu convite
E transcende o tempo e espaço que nos cabe
Arde na chama que te queima em meus braços
Deixa-te consumir no amor que te assiste
Esgotando-se todo antes que acabe
Alinhavando-te sutil como delicados laços


Transcende a dimensão do que é finito
Explode no Oasis da afeição
Enquanto junto a mim desenha a fantasia...
Esquece o que te deixa tão aflito
Entregando-te com loucura a esta paixão
Bebendo desta taça que inebria

E então quando a luz da madrugada se apagar
E o sol esconder o brilho prateado
No quarto se ouvirá o som emudecido
O sonho condensado há de despertar
O desejo que parece ter se saciado
Nos corpos que ainda se buscam, adormecidos...

Obs. Parte de um dueto com Graça Ribeiro,
em "Entrego-me".

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Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  24.01.2012