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 CORAÇÃO EM COLAPSO
Nadir A D'Onofrio


Onde está minha inspiração?
Existe algo que bloqueia!
Não consigo concatenar idéia
Nem criar versos com nexo


Ainda que tente na composição
Falar da alegria de sua presença
Ou dor causada, por sua ausência


O cérebro parece embotado!
Em um labirinto sombrio
Ai vem minha indignação
Sinto-me, um ser complexo...


A mente em desatino
Pensamento desconexo
É esse amor, clandestino!


Só o mar e o vento
Testemunhas do sofrimento
O coração em colapso
Luta... fora do compasso...


17/08/2009*13:51h
Serra Negra /SP



FRAGMENTOS
Nadir A D'Onofrio


Filigranas de angustia
Em porta jóia de dor
Descansam fragmentadas
Sobre veludo negro


Exaustivas voltas
Teciam orgulho
Inflavam a auto estima
O fio arrebentou...


O colar esfacelou
Sobre o nu da verdade
A derrota eu acolho
Ante a impossibilidade


Quisera ser mais eu!
Prisioneira de seu beijo
Algemada em teu abraço
Sentindo você...só meu...


16/08/2009*11:00hs
Serra Negra /SP




HIBERNO
Nadir A D'Onofrio


Aborrecidas situações
dores conflito
Desalentos, afrontamentos
mágoas, reclamações.


Nesse sono forçado
levarei você comigo
Tatuado ao meu corpo
ainda que acorrentado...


Deliciosa hibernação!
dois amantes acoplados
Em total inanição.


Abstinência no período
despertaremos unidos
Desejos em ebulição...


03/07/2009* 00:10h
Serra Negra/SP... noite fria e chuvosa





Mais um Outono...
Nadir A D’Onofrio


O vento frio faz morada
Varre a serra e o sertão
Em rajada constante
Cobre de folhas o chão


Eu... de saudade açoitada
Escondo a tristeza no sótão
Um sentimento aliciante
Prende minh’alma em grilhão


No sibilar presente
A lembrança do seu rosto!
Face máscula afogueada
Junto ao meu corpo abrasante


Que desfalecia exausto!
Sob sua mão... agitada
Em espasmo tremulante
Conchas, acobertando meu busto


E as folhas... rodopiando caem...
Ante o olhar marejado
Em bailado se despedem
Prenuncio... de mais um outono...


20/03/2009*21:59 hs
Serra Negra /SP





MOMENTOS
Nadir A D'Onofrio


Noite de insônia
Breu tenebroso
Luminescente pirilampo
O ser, é só nostalgia!


O canto da cachoeira
Soando como lamento
Tal qual, choro de carpideira
Ao lado do corpo morto.


Remoendo o pensamento
Vê descortinar a aurora
A fonte é acalanto
Alegria no cérebro aflora...


Em vôos constantes
Andorinhas amantes
Trazendo gravetinhos
Afoitas, tecem os ninhos!


No santuário do coração
É tempo de oração
Agradecendo aos céus!
Por todos os momentos meus...


03/10/2008*20:06hs
Serra Negra/SP

 

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Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  29.01.2012