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DA PENA A POESIA
Mário Osny Rosa 

Aquela poesia amorosa
Com os mais belos versos.
Com seu vestido cor-de-rosa
Vestida com seus reversos.

Nem já era indecorosa
A mostrar sua sensualidade.
Com o perfume da rosa
Numa pura causualidade.

A pena daquele escritor
De bronze era bem matizada.
Amenisava a sua dor
Quando a mente estimulava.

No fino poetisar
Com palavras perfumadas.
Incenso a exalar
No ar eram espalhadas.

São José/SC 4 de janeiro de 2.012.




COSTA CONCÓRDIA
Mário Osny Rosa 


Mar é um grande trilho
No mundo do navegar.
Num estreito é um mono-trilho
Para nele já passar.

Maior do que o Titanic
Em sua primeira viagem.
Este foi a pique
Sem do iciberg a imagem.

Aproximou muito da costa
Comandante perdeu o trilho.
Foi na pedra que ele encosta
Logo agiu como esmerilho.

Daquele belo passeio
Do encalhe os desesperos.
O socorro que logo veio
Foi salvando os primeiros.


São José/SC, 16 de janeiro de 2.012.




NA BELEZA DAS BAÍAS
Mário Osny Rosa


A velha canoa um dia
A baía a navegar.
Tudo era só alegria
A sua beleza cantar.

O mar era um encanto
Do pescador a pescar.
Da sereia era o canto
Em noite de luar.

Tudo era euforia
Naquele espelho flutuar.
Na bela ilha da magia
Na bruxaria acreditar.

O barqueiro já tremia
Os passageiros a contar.
Sua pressão até subia
Do que estava a relatar.


São José/SC, 10 de janeiro de 2.012.




CUIDAR DO MEIO AMBIENTE
Mário Osny Rosa


Do canto do jurití
Logo ficar espreitando.
O louco bem-te-vi
O piado fica treinando.

No galho da arroeira
Vendo a água cristalina.
A beira da cachoeira
Beleza que ali domina.

Observador a gravar
O canto dos passarinhos.
Logo depois escutar
Os mais belos trinadinhos.

Naquele meio ambiente
A paz ali reinar.
A passarada bem contente
Uma opera a ensaiar.

Respeitar a natureza
É uma grande realidade.
Sua maior grandeza
Para o bem da humanidade.

São José/SC, 2 de janeiro de 2.012.




PONTE A PATRICINHA
Mário Osny Rosa

Da bela Patricinha
Quem vai apoiar.
Aquela princezinha
Onde está o pilar.

No mangue sumiu
Bem lá no fundo.
E nunca subiu
Em sono profundo.

A rocha não ressistiu
O peso do pilar.
Para o fundo ele partiu
Sem nada anunciar.

Da ficção a história
Se ela desaparecer.
Das fotos a sua memória
Quem já vai responder.

São José/SC, 27 de janeiro de 2.012.

 

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Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  28.01.2012