Tela Presente do Artista Plástico Celito Medeiros  - www.celitomedeiros.com.br/

 


TIC TAC TIC TAC........
Marcia Maria Luconi

O tempo está passando
tic tac tic tac........
Você aí parado
tic tac tic tac……..

Cada um tem o seu tempo,
tic tac tic tac........
você o seu perdendo
tic tac tic tac........

O tempo não para,
tic tac tic tac........
você sai correndo,
tic tac tic tac……..

Correndo atrás do tempo,
tic tac tic tac……..
ele não te espera,
tic tac tic tac........

O tempo perdido,
tic tac tic tac........
não mais se recupera,
tic tac tic tac........

Vive-se o tempo presente,
tic tac tic tac........
você continua correndo,
tic tac tic tac........

O tempo passado se vai,
tic tac tic tac........
vem vindo o tempo novo,
tic tac tic tac........

Você já não corre,
tic tac tic tac. . .
anda lentamente,
tic tac tic tac. . 

Você quer segurar o seu tempo,
tic tac tic. . . .
que passa lentamente,
tic tac. 

Teu tempo agora para,
teu tempo acabou,
você já é passado,
que nas dobra do tempo ficou. 

Luconi
05-03-2011




SOU REI SOU SÁBIO SOU HERÓI


Nesta cidade de pedra,
onde tão só me sinto,
tudo parece tão grande,
eu sou tão pequeno.

Difícil conseguir espaço,
para poder viver,
em meu cantinho me recolho,
de migalhas eu vivo.

A migalha de um emprego,
dado a mim por favor,
pois na fila são tantos,
eu só mais um sou.

Por mais que trabalhe direito,
faço o meu e o dos outros,
não ganho nem obrigado,
apenas humilhado.

O patrão deixa bem claro,
não faz mais que obrigação,
se quiser manter o emprego,
e tirar daqui seu pão.

Chego em casa acabrunhado,
o corpo dói de cansaço,
a alma dói humilhada,
mas nos lábios um sorriso.

É que nesta taperinha,
neste pedacinho de chão,
estendem-se dois bracinhos,
enlaçando-me o pescoço.

Olha aí aqui sou rei,
e ninguém diga que não,
pois o Pai com compaixão,
grande tesouro me deu.

A companheira me serve,
um copo de café,
diz-me só tem este,
mas teu é.

Enquanto isto o pequeno,
aconchegado em meu colo,
quer que eu seja cavalinho,
fazendo-me esquecer o cansaço.

Coitado do meu patrão,
que para se sentir rei,
tem que humilhar o irmão,
jogando-lhe na cara o pão.

Amanhã estarei lá,
com as forças renovadas,
pois aqui eu sou amado,
sou rei, sou sábio, sou herói.


Luconi
07-08-2010




RETRATO DO AMOR


Um dia ela levantou,
as saudades dilacerando o coração,
o seu amado tão cedo partiu,
a ponte atravessou,
deixando-a na solidão.

Tempo de se despedir não tivera,
tudo de repente acontecera,
o seu amor eternizá-lo queria,
um presente então lhe ofereceria,
que do âmago de sua alma viesse.

Ela que nunca nada pintara,
em telas e pincéis o dia passava,
várias telas pintava,
com natureza morta começara,
depois lindas paisagens criava.

Os meses se passavam,
ela tão feliz parecia,
agora rostos ela pintava,
a cada tela se aperfeiçoava,
um objetivo perseguia.

Um dia de repente,
os pincéis e tintas guardou,
quando alguém indagou,
não mais precisar declarou, 
está pronto o meu presente.

O novo quadro pendurou,
ao vê-lo se apertaram os corações,
a imagem perfeita de seu amado,
ali estava retratado,
na mais bela perfeição.

Luconi



O AMOR DE DETE E NANO AO INFINITO SE ESTENDEU, 
HOJE ELA JÁ NÃO ESTÁ AQUI, MAS O QUADRO HOJE 
É MEU ELO COM ESTE GRANDE AMOR.

MAMÃE NUNCA MAIS PINTOU.

Luconi
14-07-2011




DO AMOR DOS AMANTES NÃO SEI FALAR


Lindos versos de amor,
bem que eu queria fazer,
mas versos melodiosos,
não fazem parte do meu dom.

Talvez ao falar do amor,
lembraria da flor,
que no seu desabrochar,
os poetas se põe a suspirar.

O lindo canto dos pássaros,
embala a tantos amantes,
eleva-os a sentimentos sublimes,
que os inunda por inteiro.

O murmúrio do riacho,
então nem se fala,
só o ouve quem ama,
a melodia inebria.

Convidam-me tantas coisas,
do tal amor falar,
quando as vejo e as ouço,
em suas belezas me extasio.

No entanto não sou poeta,
sou apenas uma amadora,
que nestes momentos vê,
amor diferente desse.

Depende de quem os escuta,
emanando grande energia,
saciando-me a alma,
a dor e a angustia expulsadas,
a solidão preenchida,
ELE comigo fala.

LUCONI
13-08-09




LAÇOS ETERNOS


Meu amigo enfim chegaste,
mas como demoraste,
a dor já me dilacera,
tudo se tornou quimera.

Um dia tu partiste,
solitária me deixaste,
pelos caminhos da vida,
eu totalmente perdida.

Sozinha continuar,
era como reaprender a andar,
mas os frutos do nosso amor,
exigiam o meu calor.

Então de guerreira me fiz,
a espada eu empunhei,
por eles o mundo enfrentei,
a eles o mundo eu dei.

Ensinei-lhes a voar,
todos se foram a seu tempo,
eu tão cansada,
abandonei a espada.
Agora na hora derradeira,
quando o corpo não mais se levanta,
a alma então se encanta,
vejo-te lindo, garboso.

Estende-me as mãos,
abraça-me com emoção,
arranca-me toda dor,
mostrando-me caminhos de amor.

Por um momento para trás eu olho,
você diz agora não,
na hora certa voltaremos,
um a um recolheremos. 


Luconi
16-07-2011

 

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Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  01.02.2012