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 Maria Victória
Manoel Virgílio

Victória a que é Côrtes, a bisneta,
... É linda e ao bisavô, muito, dileta.
Morena, bronzeada, bem faceira
È tipo de beleza brasileira.

Victória, muito jovem, inteligente
É mais que tudo isto, é muito gente!
Por certo que feliz será na vida,
Por Deus as suas preces, sempre, ouvidas.

Brejeira, tem um jeito de menina
E bela, é com certeza, a sua sina.
Que seja, bem feliz, eternamente.

Victória, o bisavô, não é presente,
Presente ao seu lado, em sua vida,
Mas, mesmo assim, ela lhe é mui querida.

 

A Beleza da Natureza
Manoel Virgílio


Quisera que meu estro fosse tanto
Capaz de, assim, versar toda beleza.
Cantar, neste meu verso, todo encanto
Que cobre, em cada canto, a natureza.

Nos mares os cardumes coloridos
Nos ares as araras multicores
Os campos, nas planícies, mui floridos
Em todos os matizes tantas flores.

Nas matas, o ipê branco e o amarelo
Contrastam, maravilha, com o verde.
O céu. todo de azul, é grande manto

Da Terra e lá nos polos, cobre o branco. 
As rosas, as hortências, bem me quer,
As dálias, margaridas e a... mulher!




O Ideal e o Real
Manoel Virgílio


Sonhando co’o ideal nunca vivido,
Vivendo seu viver muito sofrido.
Sonhando co’uma vida surreal,
Porém vivendo, sempre, uma real.

Futuro é ideal somente em sonho,
Um sonho que jamais realizado?
Será que está, no além, sempre, tristonho?
Real é só o presente ou o passado!

Futuro projetamos p’ra luzir,
Buscando nossa vida conduzir
Num plano que ideal e mui sonhado.

Na vida, a que real, nosso porvir,
Virá, muitas das vezes, iludir:
Porque, raro, o futuro é o almejado.



O Tempo
Manoel Virgílio

È, sempre, todo tempo, inexorável!
Não traz para ninguém qualquer perdão,
Pois passa, sem parar, é implacável,
E segue, uma estação pós estação.

Inverno e primavera vão passando,
Verão e outono, já, também, se vão.
Pela vida, ano a ano, desfilando
Tristezas, alegrias e a ilusão.

O tempo, nossos tempos, transformando,
Daquilo que se foi, recordações...
Apenas os detalhes nos deixando,

Só ficam-nos algumas emoções.
O tempo, dia a dia, caminhando...
Se vai a vida... e a morte vem chegando.




O Tudo e o Nada
Manoel Virgílio

O tudo nunca pode vir do nada!
Do nada não nasceu este universo
E o tudo foi criado, por vez, cada,
nem mesmo o que há no espaço é, disto, inverso.

Nós cremos que foi Deus quem deu partida;
foi Ele do universo o criador.
Do espaço, todos astros e da vida,
é Dele tudo o que nos tem valor.

Calor que vem do Sol, dá vida à Terra,
mas tudo tem início, meio e fim.
A vida tem seu tempo e aqui se encerra,

também, todo o universo e a Terra, enfim.
E vida, aqui na Terra, ainda, existe,
mas, do homem, à sua ação, já não resiste!



Rotas da Vida
Manoel Virgílio


Nascemos já traçadas nossas rotas, 
Nem sempre a elas damos grandes notas.
P’ra poucos tem traçado agradável
Porque, p’ra maioria, é miserável.

Vivendo a humanidade, sempre, em castas,
Fronteiras p’ra pobreza são mui vastas.
Enquanto vive bem a minoria
Sem sorte vai vivendo a maioria.

P’ra elite, usufruir chega a ser arte;
Para ela prevalecem as vontades.
Aos outros, indigência, grã verdade!

Uns poucos usufruem a mor parte,
Um tanto vive a vida mediana,
Porém, sempre, a miséria é soberana.

 

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Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  08.02.2012