Paixão
Lúcio Reis
O coração te conecta a emoção.
Da emoção vem entrelaçamento de mão
De mãos dadas ouvindo a suave canção
Canção que remete à paixão
Paixão que as vezes origina dor
Dor que vem de um bem que chamamos amor
Veja que incoerência de sofrimento
Pois foi o amor que adoeceu
E se adoeceu é por que não era o seu
Pois se seu fosse, só seria felicidade
Felicidade! Independente de sua idade
Se idade jovial, arroubos a vontade
Se faixa etária madura
Controle da paixão e do fogo a não haver queimadura
Mas se houver, há reparo e correção
Distribua planfetos e recados ao seu coração
Para que ele ouça outra canção
Olhe e enxergue outros olhos com admiração
Por eles penetre e busque nova emoção
Até encontrar definitivamente
A tão esperada alma e amante
Aí então o amor não mais sofrerá
A paixão se eternizará
Fronteiras entre a terra e o céu atravessará
E se a reencarnação for uma verdade?
Por certo em outra dimensão ou em noutra vida
O encontro desses corações será uma realidade
E assim terás novamente a sua pessoa querida
E outra vez renovada paixão e felicidade
Lúcio Reis
Em 23/02/2006

Distância
Lúcio Reis
Imaginei-te tão distante de mim
Mas lembrei de nossa canção
E te tive ao alcance da mão
A melodia reduziu a distancia que havia
Olhei teu coração que tão distante esteve
Mas pode perceber que o recanto do amar
Mesmo pela distância vivida ainda permanecia
Repleto de paixão e de muito gostar
Como gostar atrai, não há distância que afaste
Se isso é verdadeiro, porquê amantes sofrem?
Quando sofrem choram e com a distancia
A lágrima vertida não será percebida
Penso que a distância ainda criará a ponte
Que não jamais deixará os amantes distantes
Lúcio Reis
Em 27/04/06

Lua
Lúcio Reis
Saí na escura noite de meus devaneios
A buscar alguem que o vazio retirasse do meu ser
Caminhei, caminhei no longo espaço vazio
Ao abrir a porta de meus anseios
Lá estava ela, linda, brilhante e faceira
Naquele momento feliz, rapidamente pude perceber
O vazio em mim, preencheu-se sobremaneira
Pois encontrei do meu destino, minha Lua companheira
Lua com sua luz própria que a retirou do satelite
Para minha vida clarear e jamais noites escuras deixar
Lua com nome e sobrenome e até certidão no coração
Com sinete do eterno e doce acompanhar
Pela vida, pela eternidade e jamais separar
Pois essa Lua morena, única e faceira sempre ira levar
Meu coração nos campos e nas noites a passear
No mundo da felicidade e do para sempre amar
Essa Lua, tem uma fisionomia única e uma aliança gravada
Na mão esquerda, lado do coração o símbolo de nossa paixão.
Lúcio Reis
Em 29/04/2006

Mulher Madura
Lúcio Reis
Mulher madura quando ama
Torna-se u'a menina traquina
Dorme acordada sonhando
Com doces momentos na cama
A Mulher madura quando ama
Esquece a porta da casa aberta
Para na maquiagem ficar atenta
E assim seu amado poder agradar
A mulher madura quando ama
Na cama é um furacão avassalador
A satisfazer no pleno o seu amor
No leito da paixão e do amor
Lúcio Reis
Em 30/04/06

Para Você
Lúcio Reis
Estou trêmulo, mal consigo digitar
A saudade embaça meus olhos
É demais, o peito quer estourar
Não consegue a saudade sufocar
Ela, a saudade parece que fica a hibernar
Mas quando nem bem se espera
Ela estoura no peito e me ponho a chorar
Hoje, ELA estaria aniversariado
Apenas posso lhe ofertar agora meu amor
Eterno e minha constante gratidão
Pois sei que aonde ELA está, num lindo altar
Por mim continuará a cuidar
Com o mesmo carinho com o qual me conduziu
Por nove meses e até neste mundo me desembarcar
Para minha viagem iniciar
Minha querida que o Senhor te tenha
Sob seu manto divino num belo e suave jardim
Onde és a mais linda flor
Sinceramente com meu amor, amada mãe.
Parabens e se aqui estivessses que fosse um feliz aniversário.
Lúcio Reis
Em 30/04/06

Amar o amor
Lúcio Reis
Quando se ama o amor
Por mais que se queira
Não há espaço à dor
Excluí-se o sofrer de toda maneira
Mas, se o coração não ama o amor
Ah! Que trágica asneira
Pois assim, mesmo que não queira
O coração não terá do amor o doce sabor
Não Necessita usar-se a eternidade
Quando se ama o amor
Um instante será e é mágico
E parecerá de perene durabilidade
Quando se ama o amor
Não há, até, longevidade
Que ao estar com ele de verdade
Da vida vivida só verá a bela cor
Não se deixe por aqui passar
Sem que o amor venha a amar!
Sua viagem será um dissabor
E seus olhos só enxergarão o temor
Ao embarcar no trem da vida e da emoção
Acomode-se no vagão amar o amor
De estação em estação, seu coração
Alegrar-se-á ao poder pela janela cobiçar
As lindas flôres da vida até poder juntar
E ao final da longa jornada
Ao amor irá ofertar
O maravilhoso buquê
Com as rosas e jasmins a enfeitar
O côlher da felicidade por ter o amor amar.
Lúcio Reis
Em 05/05/06

Croc! Croc! Croc! Na Ratoeira
Lúcio Reis
Croc! croc! croc do mamífero rato
É a onomatopéia do nocivo roedor
Devorando o seu nutritivo alimento
No chão do porão, no esgoto ou no corredor
O rato bicho nocivo e de doenças transmissor
Diz o dicionário é da família dos Murídeos
E que se achar de confirmar, é só procurar em vídeos
Tem como sinonímia: ladrão e por isso é agressor
Conta ainda com os sinônimos de larápio, gatuno
O que já dá para sentir, de desmandos ser professor
E por incrível que pareça o que não falta é aluno
Seu coletivo é bando e destes há de toda cor
O som de sua voz é chamado de chiar, guinchar
É o que temos muito ouvido recentemente
Nesse espetáculo público e deprimente
Dos que são chamados ao MPE para em depoimento falar
Muitos chegaram mudos saíram calados
Provas contra si nenhum som em seus chiados
De seus advogados, estavam bem orientados
Sendo-lhes um direito por todos propalados
Espécie diferenciada de mamífero roedor sem noção
O bando na Assembléia Legislativa do Pará se instalou
Seu croc! croc! croc! Farejava dinheiro e metia a mão
Até que a Monica colocou a boca no trombone e soprou
Soprou forte como grito de socorro e pavor
Dinheiro emprestado no Banco embolsou e não pagou
Como banco jamais perde, no Poder tocou horror
Ai veio a tona assombração e até meio milhão do Robgol
Surgiram os ratos fantasmas em multidão
Gente humilde e estagiários sem certificação
Rato da família de craque de futebol com milhões
Deles com sotaque nordestinos as soluções
E então todos vimos sair da tapioca lucro pueril
Só consegue comprar cocada para infantil
A jogada com a tapioca foi sacar vários mil
Ai sim! Já podia atender até o juvenil
Porem o bando cresce e junto o olho engorda
Cem mil ontem era bom mas hoje um milhão é melhor
É sonhar grande sem vê no pescoço o laço da corda
E quando o despertador tocar a falta de ar lhe muda a cor
Nos corredores o croc! croc! croc! A muitos enloquece
A ganância, o egoísmo o bando enfraquece
Deixaram o Pinto da Monica na policia ir piar
E assim a quadrilha caiu, pois essa sujeira o povo não merece
O descontrole nem Duboc conseguiu coordenar
O trânsito louco e avanço da honestidade o sinal
Era croc! croc! croc! em demasia e isso fez-lhe muito mal
Porém quem entrou no jogo, agora vai se danar
Para a festa do arrombar em nada terminar
Nem uma baita pizza de tapioca ser assada e servida
A OAB, as Igrejas e o povão o protesto foi assinar
No abaixo assinado de todos solicitando à prisão a recolhida
Mas ainda carece tudo de muita explicação
Dos 30 deputados até aqui mudos e sem visão
Cegos voluntários à montanha de corrupção
Mas daqui há 4 anos é a nossa hora na renovação
Seus nomes e partidos é bom colocar numa relação
Com a seguinte a inequívoca informação
Por conivência, covardia ou falta de isenção
Para criação da CPI negaram seu chamegão
As investigações avançam em muitas direções
Documentos aos milhares é combustível de lições
Medidas e cuidados e muitas precauções
São indispensáveis, pois do passado vem as informações
Coincidentemente nessas estranhas ocasiões
Os ratos no forro roem as elétricas fiações
No silêncio da noite aparece a forte iluminação
O prédio arde e a culpa é do curto circuito na instalação
Não se trata de nenhum obra de arte de ficção
É cediço documentos virarem cinza na investigação
Bandido é bandido e limite não há para corrupção
Precaver ainda é a melhor solução
A equipe era e bem formada na artilharia
Já não mais, agora articulada na pontaria
Sandro de quarto zagueiro a muralha
José Carlos de roupeiro e muita falha
Ingênuo ou inocente confiou a chave do vestiário
À esposa, companheira e comparsa na bandalheira
Agora que dar uma de que não sabia e portanto de otário
Mas das maracutaias nas obras levantou bandeiras
O time tinha até denominação
Semel que gosta de verdinhas, disse é Palmeira
Participava em cada e toda competição
Carta convite, tomada de preço e até trepar em mangueira
Imaginem sintecar piso de garagem para roubar o erário!
Só muito descontrole e da autoridade cegueira voluntaria
Lógico é do dinheiro do povo, eleitor e massa otaria
Que re-elege quem lhe engana e é da política salafraria
Sérgio no meio campo da armação
Mas no vestiário é o Duboc, à rimar com croc na enganação
O cartola Mario mudou sua direção
Foi para Brasilia e ficou na contra mão
Agora já sabemos, está no Jornal em edição
Vários cartolas foram responsáveis pela destruição
Do Poder em suas gestões: Luis Otavio, Zenaldo,
Passando por Carmona, Mario Couto e Juvenil o atolado
Daura não dormia, via fantasmas e logo vinha a contratação
Depois Irene ria, ri e até de nós todos gargalhava aos bordões
Xavier da liberação na cifra de vários milhões
Hage e agia com a jaqueta da comissão de licitação
Já Dirceu que tem Pinto tal qual a Mônica
Diz ao Ministério: sua rúbrica, seu chamegão foi falsificado
Quem agiu na farsa, a solução vem da analise grafotécnica
E assim ele que diz nem assistiu o jogo, sai inocentado
O fato é que Monica Lewisky e Monica Pinto são potentes furacões
Com ou sem pinto, desinibidas, são riscos de destruições
A primeira do Bill Clinton, do executivo ajoelhada e rezando
A segunda, elegante, bonita, do legislativo a todos detonando
A Ideal levando todos no passeio a turismo
Turista do poder sem nenhum trabalho e no porão o oportunismo
Levando e trazendo comitiva à China sem qualquer malabarismo
Carmona passeando, e o eleitor na miséria com todo conformismo
A realidade é que a sociedade
Já não agüenta a leptospirose da falsidade
De quem atraiçoa, mete a mão no erário por pura maldade
E há anos trama e destroe do cidadão a dignidade
Pode parecer que aqui fiz troça ou brinquei
Nada disso, não julgue assim, apenas ironizei
Pois de corrupto e covarde ladrão
Quero muita distancia e nem lhe aperto a mão
A intenção é juntar como cidadão
Minha concreta condenação e indignação
E dizer que não admitimos absurda atuação
De tanto ladrão no erário enfiando a mão
Por isso junto o meu ao seu desejo de justiça
Que cada um fique preso e devolva o que nos tirou
E todos nós unidos nessa liça
Reconstruamos a auto estima que la atrás ficou.
Lúcio Reis
Belém do Pará
17/06/11

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