Tela Presente do Artista Plástico Celito Medeiros  - www.celitomedeiros.com.br/

 


Sonho dos pássaros
Jussára C Godinho


Mil folhas ao vento a balançar
Flores multicores a perfumar
Campos verdejantes a encantar
Borboletas coloridas a emoldurar

Ar cristalino, água pura a jorrar
das cachoeiras, cascatas, e do mar
Ondas claras e suaves, longe de marolar
Córregos, rios, lagos, as águas a embalar

Seus iguais os ninhos a afofar
No azul do céu a voar
Todos felizes a cantarolar

O homem quietinho no seu lugar
Nada mais querendo ceifar
E a natureza exuberante a triunfar





Indomável pensamento
Jussára C Godinho


Meu pensamento voa, vaga
Arrisca e se perde em ti
Constrói sua morada
E em segredo
Brinca, sonha e ri

Acorda calado
E em silêncio
Deixa uma lágrima cair

Vaga, divaga,
Insiste, desiste
E ali volta a residir

Fica, demora, devora
Para e não quer sair
Aquece, endoidece
Dilacera, explode
E não me deixa dormir

Indomável pensamento
Domina meu coração de menina
Cavalga em seu poder

Sua imagem passeia em mim
Desnuda meu ser
Seu nome chama pelo meu
E baila no salão do sonho
E o sono não vem

O pensamento insiste,
Não desiste
Exausta me entrego, deixo fluir
E o pensamento voa, vaga
E paira definitivamente em ti.




O que é aprender?
Jussára C Godinho


Aprender é descortinar janelas, 
e abrir-se aos horizontes, 
vislumbrando o desconhecido. 

Aprender é acender luzes 
e clarear escuros, 
iluminando a mente 

Aprender é entregar-se ao novo 
defletir velhas imagens, 
recebendo sonhos 

Aprender é compreender o mundo 
seguir em frente, 
trilhando outros caminhos




Nascimento e morte de um rio



Nasci sereno 
manso e cristalino
por entre os verdes
doce vale menino

Cresci robusto
forte e valente
e fui andando
emocionando gente

Atravessei cidades
quase poderoso,
mas de tanta maldade
fiquei tão horroroso

Lixões, lixos e lixinhos
deixaram-me malcheiroso
afogaram meus peixinhos 
não sou mais um rio garboso





Para onde vamos?


Meu eu se perde 
na multidão
que vaga e anda
e anda, anda

Minh’alma para 
e parada quase voa
e se cala
fica sem fala
Não é nada
perdida na multidão
que vaga e anda


e não sabe aonde vai
Meu eu perdido 
na multidão
vaga sem vaga 
a qualquer atenção

E minh’alma 
é inundada de solidão
na multidão
que anda, vaga...
E não chega ao coração




O Varredor


Lá vai o Varredor
Triste ou contente
Enfrentar frio ou calor
Servindo a toda gente

Lá vai o Varredor
Cumprir com seu dever
Com ou sem dor
Não pode esmorecer

Tudo varre, varrendo
E de todos seus males
Vai se esquecendo

Esse olhar profundo
Mãos calejadas
Presença no mundo...

 

Voltar para sua página -clique


Livro de Visitas

 


 

Copyright © 2006,Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores.
Todos os direitos reservados.

Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  08.02.2012