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DESLUMBRAMENTO
© Geraldo de Azevedo

Cansado de vagar a terra e o mar
Sonhei para você toda felicidade
Com ela nós iremos ter um dia
Vamos viver como sempre desejamos 
Morar num mundo que nós sonhamos
Fazer da terra o nosso paraiso.
Tu descreves meu encantamento
E os misterios da alma desvendas
O seu olhar tão cheio de candura
Rubro espelho de luz nas alvoradas
E afagaste também com os teus braços
Meu corpo ansioso por carinho e amor
Quando a sombra da noite o dia invade
Eu tenho que derramar o triste pranto
Meu lenço é a mortalha da saudade
Enxugando as lagrimas que correm tanto
Nos olhos dos que amam e vão embora.
Inspirado, como poeta, fiz este verso
Pois querendo lembrar jamais esqueço
Do encanto da mensagem que eu trago
Plantei flores onde era um deserto
Com primaveras e invernos colossais
Quando fala a voz de meu silencio
Que são palavras ocas sem sentido
Eu fico encantado e deslumbrado
Quando viajo a um mundo imaginário
Nem bem surgiu o manto da aurora
Antes mesmo que o sol se levante
Vejo-me fitando no espelho do futuro
Os destroços que ficaram no passado
Alguém sem querer faz mal ou erra
Mas numa prece voltada para Deus
Nem em pensamento consigo imaginar
Com um jardim efêmero e vulgar
Como um simbolo grandioso de ternura
Quando fico lembrando de você.


© Geraldo de Azevedo



SOMBRAS


Que me seja dado em virtudes
Que a dor jamais exista,
Para o meu pobre coração.
Vendo o brilho de esperança
Neste mundo a trilhar.
Em Todos os meus sonhos povoados
Cada flor representa um amor
As mãos que afagam com doçura
Buscando sempre ansiosas e aflitas
O contato de uma pele alva e macia
E quando os dias se perderam
E os gestos que ficaram no vazio
No silêncio do quarto sombrio
Cheio de sombras e mistérios
Em tempos vividos e sofridos
Enlaçados no destino implacável
Que carrega consigo muitas dores
Retalhos de uma vida sofrida
A luz que brilha tênue no escuro
As sombras que sorriem de prazer
Nesta noite me perco no vazio
Com o coração cheio de alegria
Nos lábios, o riso de felicidade
Onde as palavras se emudecem
De sabores jamais sonhados 
Do aroma de um perfume suave
Seja no tempo e na distância 
Que me traz grandes lembranças 
Preparo a cama acolhedora
Aguardando tua chegada suave
Como a brisa que traz o amor.

© Geraldo de azevedo



SIMBIOSE


A Vida traiçoeira como é...
Deixa na alma uma marca de dor
E nós vivemos com medo e esperança
Olvidando um passado de bonanza.
Nas lembranças que passam como o vento
Nas folhas secas que voam e flutuam no ar 
Olho para cima e vejo o firmamento
Com miríades de estrelas cintilando,
Enquanto a sombra pugila com a noite
Tentando abrir caminho para a luz
Perdendo cada espaço conquistado
Quando o sol cria vida pelos campos
cobrindo a paisagem de luz.
A vida se anima radiosa ao redor
Abrindo um cenário de encanto e magia.
Custa-me a crer que tenha estado um dia
Humilde, apreciando tamanha maravilha
Com o coração transbordando de alegria
Na simbiose de esperanças e amor.


© Geraldo de Azevedo



INCONSTÂNCIA


Partindo do princípio da paixão
Chegando ao limite da razão
Não ha barreiras nem distancias
Para este amor que chega agora
Tão cheio de encanto e alegria
Que faz lembrar o paraíso
E me faz tão bem ao coração
A alma tranquila,sem medo de viver
Somente amor a dois deve existir
Com carinho, com paixão e muito mais
Meu coração, jardim de nova aurora
A minha angustia logo vai embora.
Mais importante será este esplendor
Ao sonhar nos tempos de outrora
Fazendo o amor maravilhoso
Com o sabor da esperança, meu amor
Espalhando a alegria a todo instante.
Sonha junto comigo, meu amor
Para compartilhar desta paixão
Eu tenho certeza que tu mereces
Este amor que por ti tanto cresse
Um pedaço de mim ficou contigo
Na angústia da vaga inconstância
Cheguei agora, nunca mais vou embora.


©Geraldo de Azevedo



RECORDAÇÕES


Jamais esqueço um só momento
Lembranças que vieram recordar
No meu incentivo deslumbrado
Na minh'alma, meu ego perdido
Muitas recordações a lembrar
Recordei um passado bem distante
e mergulhei no presente e futuro
a procura de algo que não existe
e vagando a esmo eu encontrei
um sorriso amoroso que acalanta.
Olhar esplendoroso, encantador
brincando como fosse uma criança
comtemplando a vida com amor
com suave beleza e alegria.
Na juventude sublime, que encanta
espalho no ar, versos e trovas
Com belas recordaçoes suavemente
Lembranças, de amor paixão e saudade.
Num desejo de pura e casta vaidade
Na força da memória, grandiosa
De gritos estridentes, anciosos
Nos campos verdes esplendoros 
Num vertente de aurora flamejante.
Quero te mostrar minha alegria
Uma alegria sem fim e sem limite
Impávida esperança, bela canção
Que dela lembrar eu mal consigo
Lembrando sempre jardins de rosas
Com imensa alegria e saudade
Lembrando uma festa grandiosa.

 

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Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  26.01.2012