OUTONO
Fátima Abrantes
Cai a folha ao solo indolente
Seca...na árida partida...
De um tempo de sonhos...despedida
De verdes nichos que não voltam mais
Foram-se as flores embranquecidas
Ao vento que lhes fez perdidas
Seu perfume esvaiu-se na neblina
Que encobre a estrada percorrida,
Dos anos que não voltam mais...
Na alma fica a nostalgia
Mortas as ilusões...apatia...
No peito, uma saudade pequenina
No pranto a certeza...de ser...jamais...

QUANDO TE VI
Fátima Abrantes
Quando te vi, reconheci,
quem procurava sem cessar...
Teus olhos fundos, a me olhar,
a voz que minhas estruturas abalou.
Teu jeito de ser, de me envolver,
em doces palavras, devagar...
Tu’alma nobre de homem forte,
tão almejado, tão querido...
Agora, só nosso amor pra viver
em rimas, sem findar...
Entre sussurros e poemas
que juntos vamos completar...

VIDA
Fátima Abrantes
Na luz do teu olhar
não há como não sonhar
com o céu, o vento e o mar...
Pois, na tua face
resplandece o meu altar
De sonhos, quimeras e ilusões...
Salto montes, corto os ares
e, sem te importares me vês passar
É tempo, é hora...de deixar cair
as máscaras da vaidade
e descobrir, só...na claridade
O jeito de te encarar...
Enfim entender... que tu és
o sopro que me anima
A canção que me embala
O verso que rima...
A essência do meu ser
Tu és vida...

SOMBRA
Fátima Abrantes
Nada tem significado,
tudo jaz petrificado,
a se aquietar...
Na sombra de meus sonhos
amarrei os meus enganos
e todos se foram...
Ledo engano...
Vinquei na terra a esperança
como uma criança
que alegria traz...
E na perfídia deste espanto
desatei meu pranto
pra não mais olhar...
Da saudade fiz meu rumo,
das trovas a andança,
sem questionar...
Na bagagem... um dia
Na voz... meu medo
No olhar... segredo

ÀS VEZES
... o sonho se torna uma realidade
tão diversa do que sonhamos
que é melhor não sonhar.

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