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Brasil
Cecília Rodrigues

Brasil, tem prosa tem verso e poesia
Tem grandeza e alegria, é bem-estar.
É o sol que brilha é cheiro a maresia,
É água de coco fresca, á beira-mar.

E o Cristo Redentor nos extasia,
De beleza tamanha, é super star!
Num abraço tem toda a primazia,
De todo um povo poder abraçar.

Tem samba, candomblé, tem pai de santo,
Tem “mãinha” e tem, rainha do mar.
Tem um povo que samba sem parar;

Tem cuica tem pandeiro, tem quebranto,
E tem de tudo que é bom sim senhor!
Muita alegria, muita paz e amor!

Cecília Rodrigues - Portugal
Poema participativo no boletim em “Confrades da Poesia”




Soneto de Mim
Cecília Rodrigues


Muito pouco há que dizer sobre mim...
Apenas, sou um ser muito normal...
Navego por este mundo, sem fim...
Talvez, encontre cura para o mal...


Poesia, sim, poesia é só afinal,
Tudo aquilo que minh'alma quer fazer...
Choro, canto e depois ponho no estendal...
Dobro-a com carinho ao anoitecer...


Aspiro-a bem fundo no roseiral...
E na pétala que tange meu hall;
Depois, Bebo-a na taça dos vinhedos;


E num cantinho, assim bem guardado,
Estão partículas deste meu fado,
Bem juntinhas, aos só meus segredos.




Carrego Este Sonho
Cecília Rodrigues


Embarco nesta vida bem fagueira,
Neste sonho que é minh'alegoria!
Carrego aqui, comigo a vida inteira;
Este sonho de viver em alegria.

Mas a vida audaz...muito matreira,
Expectante, meus sonhos ela desvia.
Mas eu de alguma forma ou maneira,
Sonho, todos meus sonhos em Simetria;

Navego em sonhos e à revelia,
Deixo todos em meu barco à deriva,
Em poemas que o vento acaricia.

Em meu mundo toda esta inércia,
Quando a pena sem mais controvérsia,
Murmurava palavras que um sonho lia.



Abre as portas do teu Caminho
Cecília Rodrigues


Por um teu receio e dúvida alada
Afugentaste a luz que te alumia
Quando chegaste à porta daquela entrada
Tu recusaste quando esta se abria


Seguiste passo a passo numa agonia
Trancaste no teu peito esse teu medo
Raios de sol brilhavam e a luz do dia
Que ali guardavam tão belo segredo;


Antecipaste a morte, do teu próprio eu
Por incapacidade ou ironia...
Deixaste portas trancadas por teus medos;


Desviaste o caminho, que conduzia,
À liberdade de ti, de teus segredos,
Negando a vez à porta que te sorria!

Cecília Rodrigues _ 2007
In "Veleiro de Saudades"




Não Consigo escrever poesia (Haiti)
Cecília Rodrigues


Das minhas mãos já não sai poesia,
Já não consigo escrever tanta dor,
A não ser que num toque de magia,
Revolvessem a terra sem tremor.

No meu sonho mais puro versaria:
Port-au-prince, ès tu livre de amargor !
Não fora a terra movediça e fria,
Cantava ainda teu povo ao sol-pôr.

Já não enfeitam o azul do teu mar,
Nem no cais quando iam atracar,
Os teus veleiros vendendo ilusões;

Só destroços eu vejo navegar!
Irmãos sem vida outros a definhar,
Choram de luto nossos corações.

Jan-2010

 

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Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  24.01.2012