Tela Presente do Artista Plástico Celito Medeiros  - www.celitomedeiros.com.br/

 

A ARTE DE ENVELHECER
Antônio de Pádua Elias de Sousa

Em nossa vida há um constante aprender.
Desde crianças nós somos ensinados,
Sendo a arte de envelhecer,
O último dos aprendizados.

Muitos, tal ensinamento, reluta.
Creditam à própria idade seu conhecimento.
Tornando suas verdades como absolutas,
Estando aí, a maioria do erro no envelhecimento.

Necessitamos manter a humildade,
Para continuarmos aprendendo.
A experiência é um processo de continuidade,
De mente aberta colecionamos adendos.

Assim mantemos bons relacionamentos.
Sem nos tornar arrogantes, chatos e ranzinzas.
Fazendo do convívio, troca de experimentos
E prazer ao compartilhar as idas e vindas. 

Amigos, filhos e netos,
Precisam sentir o contentamento.
Quando estiverem por perto,
Em simples conduta e comportamento.

A arte é um conjunto de regras ou tratado,
Requerendo, humildade, amor, paz e união
Envelhecer é ciência ao capacitado,
Para com habilidade atingirmos a perfeição.


Antônio de Pádua Elias de Sousa 
13/09/10
Formiga – MG 



JARDIM DO ÉDEN

A história registra o inicio da terceirização,
Quando, o mundo, Deus criou.
Delegando-o a Eva e Adão,
E tudo que nele existia, lhes entregou.

“Vejam! Isso tudo agora é seu.
Ide crescei e multiplicai.
Apenas respeitem o espaço que é meu.
Das árvores da vida e conhecimento não aproximai”.

Mas a ambição é desmedida.
A curiosidade traiu a obediência.
Em uma ignorância descabida.
Hoje pagamos à penitência.

Herdeiros de um pecado original.
Buscamos ainda a terra prometida.
Mesmo após o crucifixo e a ceia pascoal.
Nós filhos damos pouco valor a vida.

Continuamos incrédulos e plantando discórdia.
Esperando que o Pai tenha, de mãe, um coração.
Onde nos mostrará toda Sua misericórdia.
Disposto a nos entregar Seu perdão.

Obedeçamos Suas leis de tal maneira,
Quem sabe a todos concedem,
De encontrarmos a habitação primeira,
E voltarmos ao Jardim do Éden?



Antônio de Pádua Elias de Sousa
29/07/10
Formiga – MG - (037) 8822-9772



FOLHA DE PAPEL


Pensei hoje por você procurar
Mas resolvi que era melhor escrever
Já que não quer mais me ver
Peguei então tinta e pincel
E registrei aqui o meu modo de te amar
Nesta folha de papel

Fácil não foi tenha certeza
Dor rasgando o peito
Em solidão e tristeza
Olhe pra este sujeito
Como em banco de réu
Rabiscando esta folha de papel

Por estar magoado
Estão me deixando de lado
Já não encontro um amigo
Até parece castigo
Perdi também minha espora e chapéu
Mas ainda tenho a folha de papel

Faço então por companheiro
Aquele velho e bom mensageiro
Que agora vou chamar
Com a firmeza de um bravo coronel
Mandarei que vá lhe entregar
Esta folha de papel

No rosto uma lágrima rola
Busco envelope e cola
Aqui eu ti peço perdão
Abrindo o meu coração
Espero que traga de volta meu céu
Esta folha de papel

Antônio de Pádua Elias de Sousa
14/06/03
Formiga – MG – (037) 3321-4357 



MEUS FILHOS


Estas são palavras do Grande Pai,
Ide, crescei e multiplicai.
Deixai vir a Mim as criancinhas, 
Pois delas o Reino do Céus é garantido,
Assim, nos meu filhos, a vida tem melhor sentido.

Por eles, tudo eu faço e nada me consome.
Quando pai eu me tornei,
A tradução maior encontrei,
Mais gratificante, prazerosa e bela
Para definição da palavra homem.

Na educação, cabelos brancos eu ganhei,
Responsabilidades tripliquei,
Felicidade, confiança e carinho jamais encontrado
A esperança no amor renovado.

Não os dou e muito menos vendo,
Mas um dia entregarei à alguém,
E desta forma eu entendo,
Porque novo amor, encontrarão também.

Meus, eles não são eu sei,
Para o mundo, eu os criei,
Mas minha vida encheu de brilhos,
Por causa dos meus filhos.


Antônio de Pádua Elias de Sousa
28/06/03
Formiga – MG – (037) 3321-4357





MINHA MÃE

Cresci e precisei ir embora,
Criei família e de casa saí.
A saudade aperta o peito,
Lembrando dela agora.

Sempre estendeu-me a mão,
Se pedisse daria seu coração.
Na simplicidade de fé e esperança,
As vezes uma vela e oração de sua confiança.

Sem medir esforços, estava junto comigo,
Preocupada em afastar o perigo.
No seu jeito singelo e puro,
O meu grande porto seguro.

Em minhas conquistas,
Nunca escondeu sua emoção,
Esquecendo o cansaço,
Aquecia-me em seu abraço.

Ela sempre me ajudou,
Amor e carinho nunca faltou,
Dividindo com propriedade,
Aos irmãos com igualdade.

Com todo meu sentimento,
Hoje faço um agradecimento,
Pedindo ao Grande Pai,
Que abençoe a minha Mãe.



Antônio de Pádua Elias de Sousa
24/10/03
Formiga – MG – (037) 3321-4357





FOLHA DE PAPEL


Pensei hoje por você procurar
Mas resolvi que era melhor escrever
Já que não quer mais me ver
Peguei então tinta e pincel
E registrei aqui o meu modo de te amar
Nesta folha de papel

Fácil não foi tenha certeza
Dor rasgando o peito
Em solidão e tristeza
Olhe pra este sujeito
Como em banco de réu
Rabiscando esta folha de papel

Por estar magoado
Estão me deixando de lado
Já não encontro um amigo
Até parece castigo
Perdi também minha espora e chapéu
Mas ainda tenho a folha de papel

Faço então por companheiro
Aquele velho e bom mensageiro
Que agora vou chamar
Com a firmeza de um bravo coronel
Mandarei que vá lhe entregar
Esta folha de papel

No rosto uma lágrima rola
Busco envelope e cola
Aqui eu ti peço perdão
Abrindo o meu coração
Espero que traga de volta meu céu
Esta folha de papel

Antônio de Pádua Elias de Sousa
14/06/03
Formiga – MG – (037) 3321-4357 

 

Voltar para sua página -clique


Livro de Visitas

 


 

Copyright © 2006,Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores.
Todos os direitos reservados.

Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  25.01.2012