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 Isabella
Antonio Paiva Rodrigues 

Menininha doce, rosa em profusão. 
Nasceste do amor, brotado do coração.
Estando no mundo de prova e expiação.
Tudo pode descobrir virando ingratidão

As crianças são benquerenças de Jesus, 
Louçãs brilhantes sacrossantas e divinais.
Eras a alegria ferrenha do amor fraternal,
Cordial, luzidias de vida ditosa que reluz.
Pensavas em anjos medianeiros de luz. 
Brincavas com alegria terna e altaneira,

Na inocência multifária a alegria conduz. 
Ditosa, charmosa de alegria alvissareira.
Os pais são extasias dos filhos, frutos seus. 
A união faz a força, o elo pode desmanchar,
Um pra cá, outro pra lá, é o amor que morreu.
Com ele as esperanças de criança a enodoar. 

Destinos diferentes e vieses indiferentes.
Ausência notada no dia a dia entristecia,
Um coração pequenino sentia-se ausente.
Era a saudade, e a dor do amor que esvaía.
De uma união sem indícios novos nubentes.
Mova ligação nidificadora surge permutas.
Amor, ligação, dubitações são inerentes,

Do novo lar rotinas e incertas condutas.
Entre pai e filho não se extrai a ligação,
Outros irmãos asseveram nova metade,
Pelo sangue da vida impulsiona aguilhão.
No convívio de irmãozinhos a fraternidade.
Isabella com os irmãos era demais dedicada.
Saudável, adornada por carinhos de coração,

De repente uma surpresa ingrata e calcetada,
Transforma-se em tristeza, dor e comoção.
Nos jardins orvalhados um corpo jazia.
Ao soprar do vento ninguém imaginava,
Estocante a louçã brilhante inerte perecia.
Uma ação brutal emudecia e transtornava.
Comoção total, tristezas e revoltas esfaceladas.
Isabella menina meiga, carinhosa e vitimada,

Pela sanha cruel dos indolentes personalizada.
Isabella na flor da idade, ingênua, ouro cristalino,
Sem maldades, sofre as agruras de um assassino.
Matando-a e escondendo-se atrás da carapuça escura. 
Ceifando de forma violenta uma criança inocente e pura. 
Que a justiça dos homens puna esse animal, irracional.
Que não escapará da justiça divina, De Deus nosso Pai Celestial
Receba Jesus a Pequena Isabella, abrigando-a em seu coração divinal.
Essa sorridente criança era a aquarela
Que abrilhantava seu lar colossal


ANTONIO PÁIVA RODRIGUES- FORTALEZA-CEARÁ




-A LOJA DO POETA

A mais bela loja, a mais dinâmica. A mais 
cativante repleta de rimas, de versos, textos e 
contextos. Amor, carinho, ilusão e destinação. 
Fulgor, ardor, vibração e desejo, sejam 
angelicais, carnais ou fraternais, emoldurados 
nas carícias frenéticas. De amores em profusão. 
De amor acumpliciado, desnorteado ou viril a 
loja do poeta está repleta. 


É um palácio e não uma falácia, belo e 
emoldurado esculpido e encarnado no ouro 
celeste e divino, é o meu destino. Os diamantes 
de infinitos quilates libertam a minha pobreza 
perniciosa e dolorosa, redimindo o meu 
pungente, silente e viçoso coração. Na loja do 
poeta tem de tudo: da alegria a tristeza, da 
incerteza a certeza, do desamor ao amor, da 
honestidade a traição, mas o profeta das letras 
insere o buril da imaginação e com adorno 
celeste leva tudo de roldão. 

Jamais esquece que sem o amor correspondido 
não existiria o coração. Almejo estar sempre 
presente nessa insinuosa loja que ao sabor das 
essências e perfumes esqueço os queixumes, 
mas o desejo de um amor forte me leva ao 
êxtase quando me vem à mente o amor bem 
compartilhado e no desejo dosado, sentido, 
angariado, conducente que nos leva ao gozo
descomunal de quem ama a gente.

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-FORTALEZA-CEAR





AS CORDILHEIRAS DA PAZ


Nas esperanças sentidas, no salpicar das águas brilhantes,
Nossa vida é diamante, em cujas sensações devem ser inseridas.
Alegrias no verdejante da relva úmida brotando esperanças cintilantes,
De um ser altaneiro, dignificante que imanta esperanças auferidas.

No mais alto patamar das cordilheiras belas e alvissareiras, 
Onde a neve esbranquiçada torna o frio em calor esperançoso. 
De quem vive na ilusão, e na esperança de vivências altaneiras,
De cujo resultado seja um alado divino, esvoaçante e ditoso.

Sentimentos caridosos, fraternos no abraçar do elo da cristandade,
No evolver das carícias e dos afagos ao divino menino que irá chegar,
Trazendo esperanças, bonanças para os carentes, tristes de saudades.

Mas, alegres de venturas, pois conclamam por uma vida altaneira,
Esse é o porte forte, medianeiro de relances e subsídios de clamor.
Jesus é o amor, a realidade da vida que trouxe ao mundo a alegria verdadeira. 



Antonio Paiva Rodrigues- Fortaleza/Ceará/Brasil




A ROSA DO ENCANTO


Na psicosfera de um ínclito roseiral encontramos flores.
Radiantes, belas, depuradoras, perfumadas e renitentes,
Nesse écran colorido e aferidor pensamos em mil amores, 
Transformamos nosso afago, em desejos e delírios imanentes.

Na beleza das flores imantamos sensações estocantes,
No murmúrio, no tugúrio de dois seres belos e pungentes, 
Na operância sem reprochar almejamos carinhos delirantes.
No calor, na sensação de amores ardentes e comburentes. 

Oh! Redentora flor que embeleza e embala nossos corações, 
Acariciamo-nos suavemente adornados de compulsivo amor, 
Reiteradas vezes clamamos pelo expectante sabor das emoções.
Na proeza angelical, terna e renascente de um amor sem dor. 

A felicidade prodigaliza emoções refutando sofrimentos lacerantes,
Destas flores cativas, eméritas, salutares, benfeitoras silentes e venturosas
Cujo perfume ressonante e caviloso nos leve a sensações excitantes.
E ao final do dia surja a noite de emanações e vociferações ardorosas. 


ANTONIO PAIVA RODRIGUES-FORTALEZA/CEARÁ 





MENINOS DE RUA


Vida sem destino e esperanças, sem alegrias e bonanças, acoplando anseios sacrossantos. 
Sem sapatos de pés calejados, rosto suado, maltrapilho, deifica a personalidade que roga.
No calor das metrópoles, na desilusão da vida sem rumante afetivo e carinhoso, só espanto.
Espera o menino um destino caído do céu, para minorar as agruras do sofrimento no frio sem toga. 
Destino infeliz para uma criança cheia de esperanças, atordoada pela fome e o cansaço.
Refém sem defesa do tempo, da rua, dos incrédulos, dos maliciosos que o julgam mal.
Um ser sem defesa, sem esperança de uma vida melhor, entregue ao desalento e ao desamparo social.
Refém da situação dolorosa, do destino ingrato, sonha com uma vida mais serena e sem embaraço.
Como sofrem os desamparados, os abandonados, os estropiados, os meninos de rua.
Na canga, na destinação que a vida lhe proporcionou pensa em silêncio num ser caridoso e cordial sem charrua.
Que lhe subtraia do mal e some-o ao bem, e o entregue a alguém de bom coração para tosar seus pensamentos maldosos.
Os eméritos, os engalanadores propiciem diretrizes sem interstício, para que tenha pelo menos minutos laboriosos. 
Com extasia no rosto seja outro ser pequenino, mas com destino certo e confortante.
Do destino insano, da companhia daninha se desfaça, sem masmorra e sem mordaça alcance a graça.
De um dia integrar uma família exemplar que lhe dê educação e que possa retribuir com o amor expectante. 
Trilhe o caminho da altivez, da regeneração, dos brios que enlevam o coração a uma louçã de bem-aventuranças sem pirraças. 


ANTONIO PAIVA RODRIGUES-FORTALEZA/CEARÁ

 

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Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  30.01.2012