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Quando a noite cair
Anabela Fernandes


Quando a noite cair, e o sol se esconder
Naquele lugar onde tudo é tão especial
Eu hei-de a ti meu amor sempre querer
Na ânsia de que o desejo se torne real

Unidos só por um grandioso sentimento
Percorreremos cada lugar por nós sonhado
Registaremos sempre cada belo momento
E o prazer será constantemente partilhado

Entre carícias e as nossas sempre ternuras
Os dois partiremos rumo ao desconhecido
Desfrutando com entusiasmo as aventuras

À noite aquela praça será o nosso albergue
Contemplando o imenso horizonte contigo
Não nos importando que alguém nos enxergue





Empresto a minha voz à poesia
Anabela Fernandes


Empresto tantas vezes a minha voz á poesia
Emprego em cada palavra um só sentimento
Dou largas á imaginação e escrevo com alegria
Aquilo que sempre trago no meu pensamento

Escrevo poesias de amor, saudade e esperança
Versos com arte, estes sempre por mim rimados
Com eles faço a poesia para minha lembrança
Prontos por mim e serem por todos partilhados

A escrita ajuda-me a esquecer os dissabores
Um passo até a entrar no mundo da ilusão
Escrevendo e pintando tão belos amores

Chegar ao nosso coração como queremos
Na ânsia de alguém nos prestar atenção
E ler um pouco do que também escrevemos




A força da amizade(um mini conto)
Bela e o Vagabundo
Anabela Fernandes

A Bela parava junto ao rio
A contemplar a paisagem
Até que de repente viu
Alguém que lhe despertou a imagem

Um homem meio vagabundo
Sempre trazendo um livro na mão
Parecia vir de outro mundo
Assustava pois então

Barbas brancas e olhar desconfiado
Olhava tudo à sua volta
Parecia com o mundo revoltado

Entregava-se depois à leitura
A Bela estava curiosa
Com aquela misteriosa figura

Tentou a aproximação
Perguntou o que tanto lia
Palpitou-lhe o coração

A resposta ela temia
Mas ficou tão encantada
Com a resposta que foi dada

Sou um poeta de sonhos e ilusões
Escrevi este livro num tempo de tristeza
Hoje vivo de recordações

De nada tenho a certeza
A Bela estendeu-lha a sua mão
E naquele momento viu a beleza

Daquele olhar que de tão meigo contagia
E com a sua simpatia
Disse-lhe também sou uma poetisa

Vivo a sonhar com impossíveis
Recrio momentos incríveis
Neste meu mundo de magia

Dali tornaram-se amigos
A poesia os aproximou
Aquele lugar os encantou



Um pequeno gesto
Anabela Fernandes


Não sei por onde andei
Triste sozinha e meio perdida
Procurei no vazio e nada encontrei
Apenas este amor a que estou rendida

Foram horas e dias sem inspiração
Olhando o sol e o mar imenso
Que tanto me aquecem o coração
E nas entrelinhas dizer o que penso

Cada verso teu leio com atenção
Querendo adivinhar o que te vai na alma
Tantas vezes querendo te dar a mão
E com um forte abraço dizer-te tem calma

Cantar-te um belo fado ao ouvido
Inspirar a tua nova poesia
De perto sentir o teu aroma escondido
Acordar-te sempre em cada dia

Com um pequeno gesto te causar emoção
Um arrepio no corpo despertando o desejo
Os dois nos entregando a esta paixão
A selando com mais um doce beijo




Amo-te
Anabela Fernandes

Deitar-te em meus lençóis de linho
É esse o meu maior desejo
Dar-te todo o meu carinho
Ouvindo uma doce melodia
Fazendo dos teus braços o meu abrigo
Bem juntinhos vermos nascer o dia
Nenhum de nós dali vai querer sair
Pois o momento foi por nós sonhado
E agora o sonho realizado
Com ternura e dedicação 
E muito amor no coração
Umas vezes andámos à deriva
Procurando um novo rumo
Mas a chama da paixão sempre viva
Diz-nos que só tu e eu nos completamos
Pois já tanto nos amamos…

 

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Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  24.01.2012