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Envelhecer... 
Adolpho J. Machado
27/02/004


No verdor dos anos da juventude,
nunca sentimos o passar das horas; 
Queremos a vida em plenitude
e os dias passam; Vão-se embora!

Ponteiros do tempo que, deixando traços,
enrugam faces ao passar dos anos
qual cinzel que marca os desenganos
que a vida trouxe por negros laços!

E ao findar essa fantástica viagem, 
barco à deriva que procura um cais,
fomos as vítimas dessa voragem!
Sós, na bagagem, nossos tristes ais!



Versos na praia
Adolpho J. Machado
06/09/2004


Da praia que é só minha,
vejo o sol no horizonte,
que despedindo, se aninha
na curvatura dos montes.

Ainda encapelado,
o mar, a praia alcança
e “varre”, assoberbado,
tudo o que nela, se lança.

Ouço gaivotas aos gritos,
que zombam, vendo os escritos
pelas ondas apagados.

Eram meus versos compostos,
P’ra registrar meus desgostos
pelos sonhos malogrados!



Oferta da Natureza 
Adolpho J. Machado 
21/09/004 


Explosão de cores! É a primavera, 
lançando flores; envolvendo o mundo, 
em ramalhetes que embelezam terras 
como veras, e em languidez profunda! 

Pássaros alegres entoam um hino 
cujo destino é a mãe natureza, 
que se ajoelha como peregrina 
e dedica aos céus toda a sua nobreza! 

Aspirando assim, todos os olores 
que em profusão exalam, essas flores; 
Desperta o poeta para os devaneios. 

Como qualquer vate; mesmo acordado, 
sonha e vê. Vê e sonha extasiado, 
que da natureza, adentrou o seio! 





A busca.
Adolpho J. Machado


Quando nos assaltam, os pensamentos,
trazendo-nos momentos de agonia;
voltemos a um tempo em que, um dia,
tivemos a alegria por momentos!

Assim mitigamos as nossas dores,
mascarando-as com recordações
de vivências de outras emoções,
num dia em que "morremos" de amores!

Viajemos com as asas da esperança,
buscando no pretérito a lembrança,
de dias mais ditosos que os de agora!

Para deter a lágrima que teima
em deixar um peito onde ‘inda queima
um coração que, entre chamas, chora!





Sonho de Amor
Adolpho J. Machado

( Ouvindo Franz Liszt)
13/11/07

Sagrado e infinito amor!
Razão do próprio viver,
que nasce do teu calor,
em sublime alvorecer!

És o brado da esperança,
brilhando em raios de luz,
que as níveas almas, alcança,
na vereda que as conduz!

És pouso do viageiro,
que busca o alvissareiro
linimento pra suas dores!

E num sono mais profundo,
sente as benesses do mundo.
num sonho pleno de amores!

 

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Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  24.01.2012