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Destroços
ZzCouto
Fez-se
o amor do nada e nada ficou,
a
vida, o corpo, a máscara e a fala,
tudo
passou, porque tudo é efêmero...
Jogados
na surdez do eco...
O
amor se perdeu com o esquecimento,
se
foi com a brisa fresca,
roçando minha
face ardente,
e
o meu corpo dorido ansiando
prazer...
Nas
noites inócuas e vazias,
num
simples aceno, o amor se perdeu,
indo
as lembranças e os carinhos,
afogados num
copo vazio...
De
um amor que se perdeu,
lembranças
e saudades somente,
onde
eu era o piscar da primeira estrela,
até
não restar mais nada de mim...
Simplesmente destroços!
17/01/09
Mergulho
ZzCouto
De
dentro da escuridão,
livres
como o vento,
brotavam
os primeiros ruídos
num
desencontro de sons,
de
ensaios repetidos...
Mergulhei
numa aventura,
de
peito imergindo
em direção
oposta à luz do sol,
no
ébano que se impunha,
de
um silêncio total...
Saí
em disparada,
nadei
e até flutuei,
sem
descansar... procurei,
fugindo
do mundo conturbado,
refém
de amarras do tempo
e
do espaço...
Cheguei
ao além,
onde
o tempo não flui,
porque
a ansiedade se faz parente
da
amargura
e, quanto mais aprendemos,
mais
tomamos consciência de
nossas
falhas tantas...
Chequei possibilidades
de
erro e, no espaço que
se
abriu por meu horizonte,
tudo se
fez perfeito...
O
silêncio, o azul, o jardim e a
PAZ!
14/04/09

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